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A Língua Portuguesa vai passar por uma reforma. “Putz, demorou!”, pensei assim que fiquei sabendo. No entanto, quando vi o que estava mudando na nossa língua, fiquei super-hiper-mega-giga-decepcionado. Nada contra as mudanças que foram aprovadas, se elas forem de fato facilitar a vida de quem tem dificuldade com as palavras atingidas por elas. Mas o que eu esperava mesmo, a Mudança das Mudanças, a retirada daquilo que há de mais podre no idioma, isso simplesmente parece que não passou pela cabeça dos geeks que decidiram as mudanças: o fim da maldita CRASE!!!
Eu domino bem a crase. Minha mãe é professora de português e tem uma porrada de gramáticas
Para começar, vamos pegar uma frase qualquer que use a crase (a a força, é lógico):
ENTREGUEI A A MARIANA A CARTA DE AMOR.
Se você ler a frase como se ela estivesse escrita certinha (sem meus “A A” revoltados), notaria alguma diferença de pronúncia? Mude o acento grave para o outro “A”. A pronúncia muda? O SENTIDO muda? Pois diga agora: em que um enfeitezinho que só aparece na linguagem escrita, nunca na falada, colabora para que um idioma seja prático de usar?
Minha mãe argumenta que o uso incorreto da crase a as vezes gera ambigüidades (meu último adeus ao trema, que se vai como uma paixão curta e extrema!). Vejamos:
II. OS TRABALHADORES CORREM À CIDADE
Pois não é que ela é a protegidinha dos professores e gramáticos? Estes defendem um monte de regras complicadíssimas, dizendo onde você e eu devemos enfiar o tal acento grave e onde não devemos (não pensei nenhuma besteira, viu?). O brasileiro parece que não assimila a crase de jeito nenhum. Não por culpa dele próprio, mas pela falta do hábito de leitura. Acrescente que a crase não é nada na linguagem falada, e isso a torna alienígena, algo que não faz parte da realidade de ninguém, servindo só para complicar mais a língua de um povo que sofre com uma educação de péssima qualidade.
Para concluir, conte quantos “a a” eu escrevi neste post e perceba como a crase me foi úúúúútil!! Quase não precisei dela. Fora a a crase!
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Para começar também sou agnóstico e tenho uma certa intimidade com a crase, mas isso não quer dizer que seja a favor dela. Leio muito e isso me facilita memorizar onde vai e onde não vai o tal A+A por isso não sei todas as regras da infeliz. Você não está sozinho, o Millor Fernandes deblatera contra a crase desde que me conheço por gente, leia os livros dele e você verá. Gostei do blog e vou segui-lo.
ResponderExcluirmto obrigado ^^
ResponderExcluireu sou fã do millôr desde q tinha 10 anos, adorava ler as "conpozissões imfãtis", as "fábulas fabulosas" e mtos outros textos antigos dele.
abraço
me skeci de falar ...
ResponderExcluirmeu blog ficou nas teias de aranha por vários meses pq estou tratando uma depressão q me roubava a vontade de escrever. agora estou me sentindo bem melhor, por isso voltei a postar!